ERA UMA VEZ O CINEMA


A Grande Ilusão (1937)

cover A Grande Ilusão

link to A Grande Ilusão on IMDb

País: França, 113 minutos

Titulo Original: La Grande Illusion

Diretor(s): Jean Renoir

Gênero(s): Drama, Guerra

Legendas: Português,Inglês, Espanhol

Tipo de Mídia: Cópia Digital

Tela: 16:9 Widescreen

Resolução: 1280 x 720, 1920 x 1080

Avaliação (IMDb):
star star star star star star star star star star
8.1/10 (31595 votos)

DOWNLOAD DO FILME E LEGENDA

PRÊMIOS star star star star star

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro

Festival Internacional de Veneza, Itália

Prêmio de Melhor Contribuição Artística (Jean Renoir)

Sinopse: De Jean Renoir, este é considerado pela crítica em geral um dos mais importantes filmes franceses de todos os tempos e, por que não, um dos mais importantes de qualquer nacionalidade. Inspirador de inúmeras obras, fala sobre a Primeira Guerra Mundial em uma época que ela não era conhecida como tal – 1937 – e a sombra de Hitler já começava a amedrontar meio mundo. Mas Hitler não tem nada haver com A Grande Ilusão. O filme conta a história de um grupo de soldados franceses presos em um campo de prisioneiros na Alemanha em 1916, de suas análises sobre a guerra e do comportamento humano no meio dela.

É um filme que serviu como inspiração para inúmeros outros filmes de priosioneiros de guerra, tais como Inferno Número 17, de Billy Wilder (inclusive o número do campo de priosioneiros da primeira metade de A Grande Ilusão é o número 17), Fugindo do Inferno, com Steve McQueen (considerado por muitos como o melhor desse sub-gênero) e até mesmo de filmes mais recentes como A Guerra de Hart, com Bruce Willis. Mas A Grande Ilusão não é simplesmente “sobre um grupo de soldados que faz de tudo pra fugir do campo de prisioneiros”. O filme entrou para a história do cinema por suas interpretações e seus gloriosos temas, em uma época bastante importante para a humanidade.

Várias cenas não foram exibidas até o final da década de 50, como a sequência em que dois fugitivos – um judeu e um francês – durante sua fuga vão hospedar-se com uma mulher alemã e esta apaixona-se por um deles. Há uma cena, também maravilhosa, onde os prisioneiros franceses cantam La Marselhaise em pleno território germânico em alto e bom som (a cena em Casablanca, então, é bem posterior a esta).

O filme é recheado desses pequenos grandes momentos, e no todo ele encanta e coloca-se na história cinematográfica por tudo isso. Seus personagens são complexos – tanto os prisioneiros quanto os alemães. Os diálogos entre estes e os prisioneiros franceses são os melhores, e daí surgem grandes momentos que mostram a mensagem anti-militarista do filme.

Os nazistas não gostaram da fita e o Ministro da Propaganda Goebbels chamou o comandante do filme de "caricatura" e só passou por lá uma versão com cortes (enquanto Mussolini baniu a fita na Itália). Para complicar, quando ela foi relançada em 1946, alguns críticos a consideraram Pró-Alemã e anti-semita. Só quando foi descoberto um negativo escondido depois da Guerra é que salvou o filme que parecia perdido.

O fato é que a maior parte dos políticos odiou a fita, o que acaba sendo a prova maior de sua importância. Jean Gabin (1904-76), astro maior do cinema francês, queiria trabalhar em Hollywood com a invasão nazista de sua pátria, mas largaria tudo para se engajar no Exército de Libertaçãode De Gaulle.

Em 1916, em plena 1ª Guerra Mundial, dois aviadores franceses, o Capitão Boieldieu e o Tenente Maréchal, são capturados pelos alemães, depois que seu avião é abatido pelas forças inimigas.

No campo de prisioneiros-de-guerra para oficiais, eles travam conhecimento com outros oficiais, franceses, ingleses e russos, entre os quais se acha o Tenente Rosenthal, filho de uma família de ricos banqueiros judeus e que, ironicamente, havia adquirido o castelo que pertencera à familia de Boieldieu.

Depois de algumas tentativas de fuga, às vésperas de concluírem um túnel que lhes proporcionaria a liberdade, o grupo é transferido para uma Fortaleza, de onde fugir é teoricamente impossível.  A nova prisão é comandada pelo aristocrata oficial alemão, Capt. von Rauffenstein.  Este se mostra simpático a Boieldieu, por ser também de origem aristocrática.  Maréchal e Rosenthal continuam com a idéia fixa de conseguirem escapar.

Depois de analisarem bem a rotina e as ações dos guardas alemães, chegam à conclusão de que, para obterem êxito, seria preciso que alguém os atraísse para um determinado local da Fortaleza.  Decidido a não fugir, Boieldieu decide ajudar aos amigos, atraindo a atenção dos alemães para si.

Assim, enquanto Maréchal e Rosenthal conseguem fugir, Boieldieu termina sendo alvejado e morto.  Uma vez fora da Fortaleza, os dois fugitivos são recolhidos por uma camponesa alemã e, em seguida, conseguem atravessar a fronteira para a Suiça.

 

Elenco: